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| Wilton Santana |
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Aulas eficientes
Sabemos que boa parte do sucesso quando do aprendizado do futsal tem a ver com a participação do aluno na aula, isto é, com a quantidade de gestos/ações que aquele realiza em aula. Isso é alcançado mediante alguns procedimentos. Portanto, o procedimento de racionalizar a aula se refere a torná-la eficiente, econômica, sem desperdícios (de tempo, de espaço). Para tanto, o professor deverá controlar o número de alunos, o material e o espaço disponíveis, o tempo destinado à atividade. Deve coordená-los de modo que todos os alunos tenham a oportunidade de participar da aula generosamente. Em particular, algumas condutas são pertinentes para deixar a aula eficiente:
- compor grupos menores de alunos;
- recortar a quadra em espaços reduzidos (setores);
- propiciar um revezamento constante das equipes;
- destinar um tempo razoável para a atividade.
Essas atitudes descartam, definitivamente, a idéia das intermináveis filas, que induzem os alunos a participar pouco das atividades e também o método que coloca os alunos em fila.
Um ex-aluno do nosso curso de Especialização em Futsal, Humberto dos Santos Caon, resolveu pesquisar esse tema. Seu objetivo foi conhecer como professores de crianças entre 07 e 10 anos de idade racionalizavam as atividades selecionadas por eles mesmos para ensinar futsal. Quer dizer, se sabiam ou não racionalizar a as atividades da aula. Para dar conta disso, o Humberto escolheu três professores e observou um total de 18 aulas, 06 de cada um daqueles. O procedimento foi simples: de posse de um formulário, o pesquisador certificava-se do total de material disponível para aula; depois, sentava-se na arquibancada e anotava o número de alunos, o tamanho da quadra, o material utilizado pelo professor, o tempo destinado para cada atividade e, obviamente, descrevia a atividade. Foram descartadas atividades como alongamento e rodas de conversa (estas últimas interessantes quando se pensa em provocar a tomada de consciência dos alunos sobre o que fazem na aula). Interessaram as atividades propriamente ditas para ensinar futsal, como por exemplo, os exercícios, as brincadeiras e os jogos.
Foram catalogadas 28 atividades. Destas, como mostra o gráfico, a maior parte, ou seja, 21, foram bem racionalizadas e a menor parte, 7, mal racionalizadas.
Gráfico 1 [clique para abrir ampliado]
Racionalização das atividades para ensinar futsal na infância.

Quando das atividades bem racionalizadas, houve em geral a preocupação dos professores em aproveitar todo o espaço disponível da quadra, em usar os materiais disponíveis de forma inteligente, em dividir os alunos em grupos pouco numerosos, em garantir um bom tempo de prática e o conseqüente contato da criança com a bola. Quando das atividades mal racionalizadas, o que houve em geral foi que o professor formou grupos numerosos, destinou pouco tempo para as atividades, deixou de usar o material que podia, deixou muitas crianças de fora das atividades e, por extensão, comprometeu a participação dos alunos.
Evidentemente que o estudo se trata de um pequeno recorte (03 professores, 18 aulas, 28 atividades), mas tem o mérito de mostrar que a “moçada” se dedicou, na maior parte dos casos, a tornar as aulas eficientes. E você, é do tipo de professor (a) que se preocupa em racionalizar bem as atividades que seleciona para ensinar futsal? Lembre-se: caso isso não aconteça, o maior prejudicado é o aluno. Logo, é imperativo garantir uma participação generosa daquele nas atividades. Este procedimento, associado a outros, tendem a garantir um bom aprendizado em futsal. |
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